30
Mar
Um mundo Brilhante, T. Greenwood

Páginas: 336
Editora: Novo Conceito
Rating: ★★★★☆
Sinopse: Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

Um livro que, com certeza, te deixa sem palavras, sem reação ao terminá-lo. Um mundo brilhante é um livro para ser refletido, pensado e repensado. Um livro em que a fantasia não tem lugar, o toque total da realidade está em cada linha de cada página, e é por isso, a meu ver, que muita gente não gostou. Mas eu amei.

Ben Beiley é um professor de História na Universidade do Arizona, um homem comum, como outro qualquer. Trabalha também no bar Jack’s, com seus amigos Ned e Hubbo. Ele é casado com Sara, e sua vida era extremamente normal, até ele sair com sua cadela – a Mauda – para passear, e encontrar um índio Navajo morto próximo à sua casa.

Ao encontrá-lo, Ben liga para a polícia, mas logo acaba por perceber que ninguém estava ligando para o possível assassinato, já que o jovem estava com um certo nível de ácool no sangue, segundo exames. A partir desse dia, a vida de Ben muda completamente. Ele começa a perceber, incrédulo, como a sociedade de hoje é movida, e que as classes e raças menos favorecidas saem sempre em desvantagens sobre os mais ricos. Conseguirá Ben desvendar o mistério que está por trás dessa morte? Um Mundo Brilhante é um livro que te prende do começo ao final, e vai te deixar com aquele sentimento de reflexão sobre a vida e seus atuais valores, com gostinho de quero mais.

Gostei bastante da narrativa da T. Greenwood, e, ao contrário da maioria das resenhas que tenho livro sobre esse livro, não achei-o cansativo como todos falam, nem chato ou sem sentido. Acho que a autora conseguiu chegar exatamente no ponto que queria. E aqui vai a minha opinião sobre o que ela queria dizer através dessas tão belíssimas páginas:

Ao escrever Um Mundo Brilhante, Greenwood nos mostra como funciona, na prática, nossa sociedade. Diante da morte de Rick, um índio Navajo, Ben tenta desvendar todo o mistério que está por trás do acontecimento, e começa a perceber que sua vida não anda lá aquela maravilha, começa a perceber que se acomodou com sua própria vida, estagnou, seria como se tivesse parado no tempo. Quando percebe que ninguém faria nada pela morte do pobre jovem, resolve por si só investigar tudo, até que tivesse alguma prova substancial para levar à polícia.

Investigando mais a fundo a morte de Rick, Ben percebe que há muito mais conflitos de interesse em volta do acontecimento do que antes ele sequer imaginou. Ele percebe também que o que move a sociedade – e isso não é muita novidade, mas fica bem mais explícito no livro, ou implícito nas entrelinhas, dependendo do ponto de vista – é o dinheiro. Se você tem, é influente e começa a comprar as pessoas, se não tem, em algum momento vai se dar mal.

A mensagem é direta, e me ver escrevendo isso parece até duro e insensível de minha parte, mas foi essa a mensagem que o livro me passou. Sempre estamos infelizes com nossas vidas, seja por um motivo sério, seja por outro mais banal, mas na maioria das vezes nunca tomamos uma atitude. E para que mudemos algo em nossas vidas, precisamos dar o pontapé inicial, atirar a primeira pedra e dar a cara à tapas. Mas o dinheiro impera nos dias de hoje, e confesso que isso me irritou um pouco no livro. O pai de Sara achando que tudo se resolve com dinheiro, e que, só porque ele tem, ele deve dar de tudo à sua filha, como se ela tivesse cinco anos de idade.

Mas é isso que acontece na maioria das vezes na vida real. Pessoas achando a todo momento que podem comprar a opinião das outras, e essas outras, por sua vez, achando que se estão sendo bem pagas, está tudo bem. A vida não é assim, e Um Mundo Brilhante nos ensina que a não é bem assim, que a Lei da ação e Reação não é um mito e está aí para ser provada nas situações do dia a dia, e que se fazemos algo, mesmo que demore, em algum momento colheremos o fruto dessa plantação. A vida é feita de opiniões, valores, e, principalmente, escolhas. E são essas escolhas que farão toda diferença no futuro, sobre como conduziremos nossas vidas. Um livro que realmente vale a pena ser lido! Não sei se consegui expressar tudo o que queria nessa resenha, mas fiz o máximo que pude.

Beijinhos,
May ;*


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15 Comentários em “Um mundo Brilhante, T. Greenwood”


Bru Capraro em 31/03/2012

Adorei a resenha. Eu to num momento desses, indo em busca do que eu realmente sou haha… viajando por aí e tentando descobrir, quando me vejo nos outros, vejo outras culturas e coisas que desconheço, aí tudo fica mais explícito.

  

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Iasmin em 31/03/2012

Oi,
tudo bem?

Adorei a sinopse desse livro, e não sei se fico feliz ou triste com isso. Estou querendo ler uns 349843794 livros que vi em resenhas e até hoje não li nenhum ‘–’

Bjs ;*

  

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Mayara Reply:

@Iasmin, calma, vão ter várias promoções aqui no blog! auhsuahsaus

  

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Jeh Asato em 31/03/2012

Oi May!
Que bom que você gostou tanto do livro!! Já deixei minha opinião no blog, como você viu, mas é legal a gente ver outras opiniões, muito bacana!!

Beijos!

  

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:: Loma em 31/03/2012

Hey Maay ^^

Um Mundo Brilhante tá aqui – confesso que estou adiando pelo fato das resenhas negativas sobre – mas até me animou agora com a sua resenha – muito bem escrita…

Xxx

:: Loma

  

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Mayara Reply:

@:: Loma, o livro tem seus altos e baixos. Mas em nenhum momento tive vontade de desistir de lê-lo. Acho que as pessoas precisam ler esse livro sem o conceito de ‘fantasia’. Ele não é esse tipo de livro, é bem reflexivo mesmo. Leia quando tiver com vontade, pra leitura fluir bem. ^^
E no final, achei o saldo dele muito positivo! ^^

Beijinhos,
May ;*

  

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Bianca em 31/03/2012

Esse é um livro do qual li várias resenhas e a maioria ressaltando vários pontos negativos que me deixaram, realmente, desanimada!! Mas diante sua resenha, acho que posso arriscar a leitura, ainda mais com as belas palavras que você usou, rsrs.
E outra, parece que esse livro se encaixa nos gêneros que pretendo ler, já que ando decepcionada com fantasia..

PS: Já te aceitei no Skoob e obrigada pela visita no blog! :) )

  

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Mayara Reply:

@Bianca, sim, ele é bem reflexivo! Acho que as pessoas estão tão acostumadas com fantasias e surrealidade, que esquecem que a vida não é tão assim, e que nada é perfeito, por isso muita gente não gostou desse livro.

Vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões! ^^
Beijinhos,
May ;*

  

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Poly em 01/04/2012

Quando eu terminei de ler eu fiquei um tempão pensando a respeito. Tem gente que nao gosta do livro porque não é um livro feliz com um final de contos de fada, mas a vida real também não é assim.
Não foi meu livro preferido, mas eu gostei.
Bjuxxxx

  

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Paty Algayer em 01/04/2012

Adorei a resenha, May!
Já ouvi gente falando bem, e outros falando mal do livro, mas acho que vai muito do gosto de cada um! Eu ainda não li, mas fiquei curiosa depois da sua resenha, parece um livro bem profundo!
Bjuss!

  

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Mayara Reply:

@Paty Algayer, realmente ele é profundo sim.. =D

Beijinhos,
May ;*

  

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Amanda em 02/04/2012

Oie May
Minha colega de blog acabou de resenhar esse livro tbm.

Acho que a maiorias das resenhas são negativas por causa da realidade que o livro passa, e da reflexão.

Falar sobre isso é complicado porque reflete muito nas nossas ações, de como agimos, o que fazemos ou falamos nesse mundo onde os valores cada dia mais vão se perdendo.

Gostei da sua resenha, colocou um outro olhar sobre o livro.

Bjs

  

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Mayara Reply:

Amanda, esse livro é intenso. Te causa sensações boas e muitas ruins, ao mesmo tempo. Fiquei com medo de escrever essa resenha e parecer criticar todo mundo que leu e não gostou, ou de dizer que simplesmente gostei e de a resenha parecer falsa. Eu gostei do livro, principalmente, porque achei relevante o que a autora nos trouxe como tema, algo muito a ser pensado em como somos movidos à dinheiro, e é a pura realidade do ser humano de hoje. Não enxerga quem não quer.

Beijinhos,
May ;*

  

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Andreia em 02/04/2012

Eu AMO livros assim. Que mexem com as bases que regem a nossa vida, que nos fazem questionar os nossos princípios, se a vida que levamos é realmente a vida que deveríamos levar. Se não há mais qualquer coisa para além disto que vivemos agora.

Ainda não li o livro, mas quase que posso sentir o quão maravilhoso e perfeito ele é!

Sei lá… Os livros – os romances melhor dizendo – são demasiado fantasioso. Alguns tem taaanta fantasia que até fico enjoada. A sério! Um romance é bom, mas uma pitada de realidade não faz mal a ninguém.

Já lestes “Naziran, uma mulher sem rostro”? Não há livro mais real que este. Até me estremeço só de pensar, principalmente porque a história é verdadeira e há muitas mulheres a passar pelo que passou Naziran. :/

Ok. Eu calo-me e deixo-te de aborrecer com um comentário que parece mais um testamento que outra coisa. T____T

Beijokas

  

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Mayara Reply:

@Andreia, flor, já disse que adoro teus testamentos, rs! Ainda não li esse livro, mas também AMO livros que lidam mais com a realidade, e você vai amar esse. Agora estou lendo A vida em tons de cinza, que fala da 2ª Guerra de uma outra forma, sobre as pessoas da União Soviética.. é tão lindo e triste ao mesmo tempo… *—-*

Beijinhos,
May ;*

  

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