Um Perfeito Cavalheiro, Julia Quinn
Postado em 18 de Apr | Livros,

Depois de ter lido O Duque e Eu, logo fiquei com vontade de conhecer toda a família Bridgerton. Como eu recebi o primeiro e o terceiro livro da Editora, nem quis esperar chegar o segundo, já que não há uma ordem para se ler esses livros, cada um pode ser lido de forma independente.

Dessa forma, acabei conhecendo o melhor amigo do Duque, o terceiro irmão Bridgerton, Benedict, e confesso, adorei a experiência.

Sophie era filha bastarda de um conde, que, ao se casar de novo, acabou deixando-a um pouco de lado. Quando ele morreu, ela ficou sem nada, e como sua madrasta a odiava, acabou fazendo-a de escrava até seus 20 anos, por inúmeros motivos.

Aos 21 anos, Sophie estava arrumando as filhas de sua madrasta para um baile que aconteceria na casa dos Bridgertons, em Londres, e pensou o quanto gostaria de ir a um baile desse, porém, sabia que aquilo não era para ela, ela era e sempre seria uma reles empregada.

Ao contrário do que pensou, sua fiel amiga na casa Penwood, preparou um jeito de Sophie ir a esse baile, nem que fosse por poucas horas, e nem que fosse apenas uma vez em sua vida. Afinal, ela era filha legítima do conde, não as outras duas meninas. Lá, Sophie se deparou com Benedict, o qual ela facilmente reconheceu – mesmo o baile sendo de máscaras – pois Lady Whistledown não deixava por menos quando o assunto ela falar dos Bridgertons e o quão iguais todos eles são.
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Ela sentiu algo que nunca havia experimentado em sua vida, e sabia que, se pudesse, ficaria com ele pelo resto de sua vida. Benedict, por outro lado, estava certo de que nunca se casaria, afinal, todas as mulheres daquela festa e de toda a Londres eram fúteis e intoleráveis. Porém, ao conhecer a moça mascarada, sentiu algo que somente sentiu quando seu pai morreu, algo no fundo de seu peito que era inexplicável.

As horas foram passando e Benedict só tinha olhos e ouvidos para a moça, porém, ao tocar o sino da meia noite, a moça mascarada foi embora sem dar explicações e sem dizer seu nome, deixando-o arrasado. Ela era a única mulher que conseguiu balançar seu coração – e diga-se de passagem de uma forma bem rápida – e ele não sabia nem seu nome, como a procuraria? Quem era a tal moça de vestido prateado que ninguém conhecia?

Os capítulos vão se alternando entre as vidas de Sophie e Benedict após dois anos dessa noite. Os dois nunca mais foram os mesmos. Sophie sabia seu lugar, e sabia que jamais poderia namorar ou casar com um homem como Benedict. Ele, por outro lado, não cansou de procurá-la, até que, enfim, ficou sem forças para isso e pensou que nunca mais iria vê-la.

Até que, em mais um festa da sociedade londrina, Benedict encontra uma moça prestes a ser estuprada pelo anfitrião, e a salva, levando-a para seu chalé. Essa moça, que mexeu tanto com ele, tanto quanto a moça mascarada, estava destinada a ser sua, ou não.

A Família Bridgerton, de certa forma, me parece muito com Os Sullivans, de Bella Andre. Apesar de sutis diferenças, como o fato de os livros da Quinn serem romances de banca e não terem tanto o sexo, e os da Bella serem romances atuais e terem mais cenas picantes, as duas famílias se assemelham em várias características. Uma delas, por exemplo, é o fato de as duas famílias terem oito filhos.
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Porém, o romance, apesar de cliché, me levou a querer saber como os dois ficariam juntos, e como a questão de Sophie ser uma empregada se casaria com Benedict, que era um nobre, por assim dizer. Em 1817 isso era praticamente inaceitável, mas a autora conduziu a história de maneira incrível, fazendo com que todas as moças que leem esse livro queiram um homem assim para si.

O romance não tem nada de inovador, mas tudo de encantador. Se você é fã de romances de banca, ou de simples romances água com açúcar, pode comprar já que não vai se arrepender.


Um Perfeito Cavalheiro é publicado pela Editora Arqueiro e tem 304 páginas.
Rating: ★★★★★

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#Música: Unwritten, Boyce Avenue
Postado em 16 de Apr | Música,

Que eu sou apaixonada por Boyce Avenue, isso não é novidade nenhuma. Mas quando eles cantam uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos, é muito amor, não é?

Essa música tem um significado especial para mim, e não importa o quão antiga ela seja, volta e meia estou escutando. Espero que gostem e apriveitem!

Beijinhos,
May :*

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A Maldicão do Tigre – Colleen Houck
Postado em 15 de Apr | Livros,

Kelsey Hayes perdeu seus pais recentemente, e agora quer arranjar um emprego para pagar alguns custos da faculdade. Ela mora com seus pais adotivos, e se dá bem com eles, mesmo sentindo falta de sua verdadeira família. Então, se inscrevendo em uma agência de empregos, descobre que tem um circo que precisa de um ajudante por duas semanas, tempo em que ficará na cidade. Sabendo que não tem nada a perder, Kelsey aceita o emprego, em que suas tarefas seriam basicamente ajudar com is ingressos e alimentar um tigre.

Chegando lá, todos foram muito receptivos, e logo na primeira noite ela já ajudou em quase tudo, e adorou as novas amizades que fez por lá. Foi só no dia seguinte que, então, ela conheceu o tigre ao qual ela devia alimentar. A princípio, ela ficou bem assustada com o porte do tigre branco, mas depois foi rapidamente se apaixonando por sua tranquilidade, e a forma com que ele parecia ouvi-la, mesmo que isso fosse bem estranho. Seu nome era Dhiren, em homenagem a um príncipe que viveu na Índia há 300 anos.
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Quando seu trabalho estava chegando ao fim, um homem comprou do circo Dhiren, e Kelsey pensou quão bom e ruim ao mesmo tempo isso seria. Bom, porque o tigre iria voltar a viver na floresta, porém, ruim porque ela sentiria falta de seu fiel companheiro. Mas, para sua surpresa, o homem que o comprou ofereceu a ela uma proposta para que ela passasse alguns dias na Índia, até que o tigre estivesse bem instalado e em boas condições na reserva em que ficaria.

Kelsey aceitou e, após isso, sua vida mudou completamente. Chegando na Índia, alguns imprevistos aconteceram e ela se viu sozinha com o tigre na cidade. Depois de horas no meio da floresta, em que Dhiren a conduzia cada vez mais para dentro da Floresta, a moça descobre que Dhiren não é apenas um tigre, é um príncipe amaldiçoado, o mesmo de quem ela ouviu falar pelo Sr. Kadam.

A partir daí, Kelsey se vê em uma grande enrascada, em que somente ela é capaz de salvá-lo e a seu irmão, da maldição, somente ela é a pessoa especial pelo qual Dhiren esperou tanto tempo e já havia até perdido as esperanças.
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Quando esse livro foi lançado, confesso que pensei que seria somente “mais uma modinha, mais uma série para que as editoras faturassem em cima das pessoas, que iriam querer comprar todos os livros.” Porém, me arrependo amargamente de não ter lido esse livro antes. A história em vários momentos é bem cliché e parecida com Crepúsculo – fique sabendo que a autora é fã -, principalmente quando Kelsey consegue ser tão irritante quanto Bella Swan, porém, a história me cativou de tal forma que mal posso esperar para ler o segundo livro da quadrilogia.


A Maldição do Tigre é o primeiro livro de uma história épica indiana, muito bem escrita e envolvente. Publicada pela Editora Arqueiro, tem 344 páginas.
Rating: ★★★★★

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Desafio Literário do Tigre: Março
Postado em 14 de Apr | blogosfera,

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Catorze dias atrasada, venho aqui mostrar a vocês o livro que escolhi para o Desafio Literário do Tigre! ;)

Em Março, o desafio era escolher um livro ao qual já havia o filme, e eu não havia lido. Para isso, escolhi Um Dia, do David Nichols. Em breve tem resenha para vocês, mas já posso adiantar: é perfeito!
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Em Abril, o desafio será escolher um livro que está na moda. Eu já escolhi o meu, e você?

Beijo enorme, pessoal!
May :*

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Marina, Carlos Ruiz Zafón
Postado em 11 de Apr | Livros,

O que dizer de um livro que te toca lá no fundo da alma? De um livro que não foi você quem o escolheu, e sim foi escolhida? Marina é desses livros, daqueles que você não consegue fazer outra coisa até terminar e saber o final, daqueles que te dão uma baita lição de vida, daqueles que podem se passar anos, e você jamais vai esquecer a história, mesmo que só tenha lido uma vez na vida.

“A vida concede a cada um de nós apenas alguns raros momentos de felicidade. Às vezes são apenas dias ou semanas. Às vezes são anos. Tudo depende da sorte de cada um. A lembrança desses momentos nos acompanha para sempre e se transforma num país da memória ao qual tentamos regressar pelo resto de nossas vidas, sem conseguir.” (Marina – Carlos Ruiz Zafón, p. 114)

Óscar Drai tem 15 anos e vive em um internato, em que seus pais o colocaram e mal o veem, na cidade de Barcelona. Ele não tem muitos amigos, à exceção de um no colégio, e uma menina, que ele acaba por conhecer quando invade um casarão perto de onde estuda. Geralmente, as pessoas não moram naquela rua, mas uma das casas era habitada por um homem misterioso e uma garota, Marina.
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É então que Óscar começa a viver a maior, melhor e mais triste aventura de sua vida. Com Marina e seu pai, ele começa a entender o real sentido a amizade e do amor genuíno, o que é amar e ser amado na mesma intensidade. Ele já ficou tão íntimo dos dois que não consegue se ver um dia sem ver seus amigos, passa a conhecer a história daquela família.

Porém, em uma de suas andanças com Marina pelas ruas, e segue uma velha senhora até um cemitério e se vê preso em uma aventura mais do que surreal e maluca. ele, então, tentará solucionar tal mistério, mas como, se é, em partes, tão indefeso? Zafón surpreende com sua escrita e maneira de prender, cativar e persuadir o leitor, fazendo com que ele não queira saber de mais nada a não ser o livro.
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No começo, pensei que o livro não passaria de um simples romance, porém, estava plenamente enganada. Zafón mistura romance e mistério na medida certa, nos deixando presos e ao mesmo tempo torcendo para que tudo dê certo no final. Porém, a obra do autor também tem um quê de realístico, palpável e muito tangível. A narrativa em primeira pessoa nos permite conhecer os sentimentos e pensamentos de Óscar, o que faz com que fique mais fácil entender o teor do romance que há entre ele e a moça. Marina não é um livro que te deixará feliz ao final, mas é um livro que pode fazer com que você reflita a respeitos das questões mais essenciais da vida, no que realmente é fundamental para nossa felicidade.


Marina é de Carlos Ruiz Zafón, publicado pela Suma de Letras, tem 189 páginas.
Rating: ★★★★★

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